{"id":17424,"date":"2026-08-20T14:34:01","date_gmt":"2026-08-20T14:34:01","guid":{"rendered":"https:\/\/oportofortegroup.com\/?p=17424"},"modified":"2026-08-20T14:52:00","modified_gmt":"2026-08-20T14:52:00","slug":"eudr-no-brasil-como-medias-e-grandes-empresas-devem-preparar-se-para-continuar-a-vender-a-uniao-europeia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/oportofortegroup.com\/pt\/eudr-no-brasil-como-medias-e-grandes-empresas-devem-preparar-se-para-continuar-a-vender-a-uniao-europeia\/","title":{"rendered":"EUDR no Brasil: como m\u00e9dias e grandes empresas devem preparar-se para continuar a vender \u00e0 Uni\u00e3o Europeia"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"17424\" class=\"elementor elementor-17424\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-0e65b86 e-flex e-con-boxed e-con e-parent\" data-id=\"0e65b86\" data-element_type=\"container\" data-e-type=\"container\">\r\n\t\t\t\t\t<div class=\"e-con-inner\">\r\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-9b156d6 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"9b156d6\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>Para muitas empresas brasileiras, vender para a Uni\u00e3o Europeia vai passar a exigir mais do que pre\u00e7o competitivo, qualidade e capacidade de entrega. A rastreabilidade da origem dos produtos, a geolocaliza\u00e7\u00e3o das \u00e1reas de produ\u00e7\u00e3o e a capacidade de demonstrar a legalidade da cadeia de abastecimento passar\u00e3o a ter um peso cada vez maior no acesso ao mercado europeu.<\/p><p>Esta mudan\u00e7a resulta do <strong>Regulamento da Uni\u00e3o Europeia sobre Desfloresta\u00e7\u00e3o &#8211; EUDR (Regulamento (UE) 2023\/1115)<\/strong>, cujas obriga\u00e7\u00f5es ser\u00e3o aplic\u00e1veis \u00e0s m\u00e9dias e grandes empresas a partir de <strong>30 de dezembro de 2026<\/strong>.<\/p><p>O regulamento abrange produtos associados a sete mat\u00e9rias-primas: <strong>soja, \u00f3leo de palma, madeira, caf\u00e9, cacau, bovinos e borracha<\/strong>, bem como v\u00e1rios dos seus derivados.<\/p><p>Para o Brasil, um dos principais pa\u00edses produtores e exportadores de v\u00e1rias destas mat\u00e9rias-primas, o tema merece aten\u00e7\u00e3o. O impacto n\u00e3o se limita \u00e0s empresas que exportam diretamente para a Europa. Pode chegar a produtores, ind\u00fastrias, traders e fornecedores que participam em cadeias cujo destino final \u00e9 o mercado europeu.<\/p><p data-start=\"863\" data-end=\"1087\">A necessidade de<strong> decis\u00f5es mais informadas e alinhadas<\/strong> com a realidade operacional leva cada vez mais gestores a recorrer a processos de an\u00e1lise estruturada antes de definir investimentos, metas e prioridades para o novo ano.<\/p><h3><strong>Quem deve estar atento?<\/strong><\/h3><p>Empresas ligadas ao agroneg\u00f3cio, caf\u00e9, pecu\u00e1ria, couro, madeira, papel, mobili\u00e1rio, borracha e ind\u00fastria alimentar est\u00e3o entre as que devem avaliar com maior aten\u00e7\u00e3o a sua exposi\u00e7\u00e3o ao EUDR.<\/p><p>A primeira an\u00e1lise deve ser feita produto a produto e cadeia a cadeia.<\/p><p>Mesmo quando a empresa brasileira n\u00e3o \u00e9 respons\u00e1vel pela apresenta\u00e7\u00e3o formal da declara\u00e7\u00e3o na Uni\u00e3o Europeia, os seus clientes poder\u00e3o depender dela para obter uma parte importante da informa\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria ao cumprimento do regulamento.<\/p><p>Um importador ou cliente europeu poder\u00e1, por exemplo, solicitar dados sobre a origem da mat\u00e9ria-prima, fornecedores envolvidos, localiza\u00e7\u00e3o das \u00e1reas de produ\u00e7\u00e3o e documenta\u00e7\u00e3o que demonstre a legalidade da opera\u00e7\u00e3o.<\/p><p>Por esse motivo, para uma empresa brasileira, saber se est\u00e1 diretamente abrangida pelo regulamento \u00e9 apenas parte da quest\u00e3o. \u00c9 igualmente importante perceber se disp\u00f5e hoje da informa\u00e7\u00e3o que os seus clientes europeus poder\u00e3o come\u00e7ar a exigir.<\/p><h3><strong>O maior desafio est\u00e1 na cadeia de abastecimento<\/strong><\/h3><p>O EUDR estabelece <strong>31 de dezembro de 2026<\/strong> como data de refer\u00eancia para determinar se os produtos abrangidos est\u00e3o associados a desfloresta\u00e7\u00e3o ou degrada\u00e7\u00e3o florestal.<\/p><p>Na pr\u00e1tica, isto obriga as empresas a conhecer melhor a origem dos produtos que comercializam.<\/p><p>Em cadeias simples, o processo pode ser relativamente direto. Em grandes grupos empresariais, com centenas ou milhares de fornecedores, diferentes pa\u00edses de origem e m\u00faltiplos n\u00edveis de intermedia\u00e7\u00e3o, a realidade \u00e9 bastante mais complexa.<\/p><p>A empresa poder\u00e1 ter de reunir informa\u00e7\u00e3o que hoje se encontra distribu\u00edda por v\u00e1rios departamentos, fornecedores e sistemas. Dados comerciais, documenta\u00e7\u00e3o aduaneira, geolocaliza\u00e7\u00e3o, origem das mat\u00e9rias-primas e evid\u00eancias de legalidade ter\u00e3o de estar ligados entre si.<\/p><p>Por isso, o EUDR dificilmente ser\u00e1 um projeto isolado do departamento de sustentabilidade ou compliance. Compras ter\u00e1 de rever a informa\u00e7\u00e3o solicitada aos fornecedores. Com\u00e9rcio Externo ter\u00e1 de garantir o correto enquadramento dos produtos e da documenta\u00e7\u00e3o. Jur\u00eddico e Compliance ter\u00e3o de estruturar procedimentos de due diligence. As \u00e1reas de Tecnologia e Dados poder\u00e3o ter de adaptar sistemas para gerir volumes elevados de informa\u00e7\u00e3o e rastreabilidade.<\/p><p>Para a administra\u00e7\u00e3o, a quest\u00e3o \u00e9 sobretudo operacional e comercial: <strong>a empresa estar\u00e1 em condi\u00e7\u00f5es de continuar a abastecer os seus clientes europeus sem interrup\u00e7\u00f5es?<\/strong><\/p><p>Uma prepara\u00e7\u00e3o insuficiente pode traduzir-se em problemas que v\u00e3o muito al\u00e9m da burocracia, incluindo bloqueios de remessas, san\u00e7\u00f5es, apreens\u00e3o de produtos e dificuldades de acesso ao mercado europeu.<\/p><h3><strong>O TRACES NT \u00e9 apenas uma parte do processo<\/strong><\/h3><p>Quando se fala de EUDR, \u00e9 frequente a discuss\u00e3o concentrar-se no <strong>TRACES NT e nas Declara\u00e7\u00f5es de Dilig\u00eancia Devida (DDS)<\/strong>.<\/p><p>A plataforma \u00e9 importante, mas n\u00e3o resolve o principal desafio das empresas.<\/p><p>O sistema permite registar e gerir as declara\u00e7\u00f5es associadas \u00e0s opera\u00e7\u00f5es abrangidas. No entanto, n\u00e3o recolhe automaticamente informa\u00e7\u00e3o junto dos fornecedores, n\u00e3o confirma a exatid\u00e3o dos dados introduzidos e n\u00e3o realiza, por si s\u00f3, toda a avalia\u00e7\u00e3o de risco necess\u00e1ria.<\/p><p>A responsabilidade de obter, organizar e validar a informa\u00e7\u00e3o continua a ser da empresa.<\/p><p>\u00c9 precisamente nesta fase anterior \u00e0 submiss\u00e3o que podem surgir as maiores dificuldades: fornecedores que n\u00e3o disp\u00f5em da documenta\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria, geolocaliza\u00e7\u00f5es incompletas, informa\u00e7\u00e3o dispersa por v\u00e1rios sistemas ou aus\u00eancia de procedimentos claros para recolher e validar os dados.<\/p><p>Para uma empresa com uma cadeia complexa, a prepara\u00e7\u00e3o para o EUDR come\u00e7a muito antes de entrar na plataforma.<\/p><h3><strong>Se um cliente europeu pedir os dados amanh\u00e3, quanto tempo demora a resposta?<\/strong><\/h3><p>Esta \u00e9 uma forma simples de perceber o grau de prepara\u00e7\u00e3o de uma organiza\u00e7\u00e3o.<\/p><p>Se um dos principais clientes europeus solicitar amanh\u00e3 a rastreabilidade e as evid\u00eancias de origem de um determinado produto, a empresa consegue responder com informa\u00e7\u00e3o organizada e validada?<\/p><p>Ou ter\u00e1 de identificar internamente quem possui os dados, contactar fornecedores e reconstruir parte da cadeia?<\/p><p>Esta diferen\u00e7a \u00e9 relevante porque a qualidade da resposta depender\u00e1 do trabalho feito ao longo dos pr\u00f3ximos meses.<\/p><p>A data de <strong>30 de dezembro de 2026<\/strong> n\u00e3o deve, por isso, ser vista como o momento para iniciar a prepara\u00e7\u00e3o. Para empresas de maior dimens\u00e3o, o levantamento de fornecedores, a recolha de dados de origem, a valida\u00e7\u00e3o de geolocaliza\u00e7\u00f5es, a revis\u00e3o documental e a adapta\u00e7\u00e3o de processos podem exigir v\u00e1rios meses.<\/p><p>Quando existem diferentes unidades de neg\u00f3cio, pa\u00edses, sistemas e centenas de fornecedores, o trabalho torna-se ainda mais exigente.<\/p><p>O ponto de partida deve ser a identifica\u00e7\u00e3o da exposi\u00e7\u00e3o real da empresa: que produtos est\u00e3o abrangidos, que fluxos comerciais s\u00e3o relevantes, que informa\u00e7\u00e3o j\u00e1 existe e onde est\u00e3o as principais lacunas.<\/p><h3><strong>Preparar-se antes pode fazer diferen\u00e7a nas rela\u00e7\u00f5es comerciais<\/strong><\/h3><p>O EUDR traz novas obriga\u00e7\u00f5es, mas tamb\u00e9m poder\u00e1 alterar a forma como compradores europeus avaliam os seus fornecedores.<\/p><p>Para um cliente europeu sujeito ao regulamento, trabalhar com um fornecedor capaz de disponibilizar rapidamente informa\u00e7\u00e3o sobre origem, rastreabilidade e legalidade representa menos risco operacional.<\/p><p>Esse fator pode ganhar import\u00e2ncia nos processos de sele\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o de fornecedores.<\/p><p>Uma empresa brasileira que consiga demonstrar uma cadeia de abastecimento bem organizada, com dados consistentes e processos claros, estar\u00e1 naturalmente melhor posicionada do que outra que s\u00f3 comece a reunir essa informa\u00e7\u00e3o quando o cliente a solicitar.<\/p><p>A conformidade passa, assim, a ter tamb\u00e9m uma dimens\u00e3o comercial.<\/p><h3><strong>Como pode o OFG apoiar as empresas brasileiras?<\/strong><\/h3><p>A prepara\u00e7\u00e3o para o EUDR cruza v\u00e1rias \u00e1reas: com\u00e9rcio internacional, cadeia de abastecimento, procedimentos aduaneiros, compliance, auditoria, tecnologia, dados e gest\u00e3o de fornecedores.<\/p><p>\u00c9 com esta vis\u00e3o integrada que o <strong>OFG \u2013 Oporto Forte Group<\/strong> desenvolve o servi\u00e7o de <strong>Consultoria EUDR e TRACES NT<\/strong>.<\/p><p>O trabalho come\u00e7a por um <strong>Diagn\u00f3stico &amp; Gap Analysis<\/strong>, atrav\u00e9s do qual s\u00e3o identificados os produtos, mat\u00e9rias-primas, fornecedores e fluxos relevantes, bem como as principais lacunas face aos requisitos do regulamento.<\/p><p>Segue-se o <strong>mapeamento da cadeia de valor<\/strong>, incluindo a recolha e organiza\u00e7\u00e3o de dados de origem, geolocaliza\u00e7\u00e3o, avalia\u00e7\u00e3o de fornecedores e evid\u00eancias de legalidade.<\/p><p>Na fase de implementa\u00e7\u00e3o, apoiamos a estrutura\u00e7\u00e3o dos processos de <strong>due diligence, TRACES NT e DDS<\/strong> e, em opera\u00e7\u00f5es de maior dimens\u00e3o, a integra\u00e7\u00e3o com sistemas internos, ERP ou APIs.<\/p><p>A abordagem pode ainda incluir auditoria e verifica\u00e7\u00e3o, forma\u00e7\u00e3o das equipas e acompanhamento cont\u00ednuo da conformidade.<\/p><p>O OFG re\u00fane experi\u00eancia em <strong>com\u00e9rcio internacional, compliance, processos aduaneiros, OEA\/AEO, auditoria, forma\u00e7\u00e3o e internacionaliza\u00e7\u00e3o<\/strong>, com conhecimento pr\u00e1tico das rela\u00e7\u00f5es entre mercados produtores e a Uni\u00e3o Europeia.<\/p><p>\u00c9 esta combina\u00e7\u00e3o que permite abordar o EUDR n\u00e3o apenas do ponto de vista regulat\u00f3rio, mas tamb\u00e9m tendo em conta o funcionamento real da cadeia de abastecimento e das opera\u00e7\u00f5es internacionais.<\/p><h3><strong>O primeiro passo \u00e9 perceber onde est\u00e3o as lacunas<\/strong><\/h3><p>Para uma m\u00e9dia ou grande empresa brasileira, n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio come\u00e7ar por uma transforma\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica ou por um projeto complexo. \u00c9 mais \u00fatil come\u00e7ar por conhecer a situa\u00e7\u00e3o atual.<\/p><p>Que produtos da empresa est\u00e3o abrangidos? Que clientes e mercados est\u00e3o expostos? At\u00e9 onde \u00e9 poss\u00edvel rastrear hoje a origem das mat\u00e9rias-primas? Que informa\u00e7\u00e3o falta? Que fornecedores ter\u00e3o de ser envolvidos?<\/p><p>Um diagn\u00f3stico feito com anteced\u00eancia permite definir prioridades e preparar a empresa de forma progressiva, em vez de tentar resolver todas as exig\u00eancias quando os prazos estiverem pr\u00f3ximos.<\/p><p>Para empresas brasileiras que t\u00eam a Uni\u00e3o Europeia como mercado atual ou estrat\u00e9gico, este trabalho pode ser determinante para reduzir riscos e preservar rela\u00e7\u00f5es comerciais.<\/p><p>O <strong>OFG \u2013 Oporto Forte Group<\/strong> apoia empresas em todas as fases deste processo, desde o diagn\u00f3stico e mapeamento da cadeia at\u00e9 \u00e0 implementa\u00e7\u00e3o da due diligence, TRACES NT, auditoria e acompanhamento cont\u00ednuo.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-d83375e elementor-widget elementor-widget-porto_button\" data-id=\"d83375e\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-settings=\"{&quot;align&quot;:&quot;center&quot;}\" data-widget_type=\"porto_button.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t<a class=\"btn btn-md btn-primary\" href=\"https:\/\/oportofortegroup.com\/pt\/servicos\/consultoria-eudr-e-traces-nt\/\"><span >Conhe\u00e7a a Consultoria EUDR e TRACES NT do OFG<\/span><\/a>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para muitas empresas brasileiras, vender para a Uni\u00e3o Europeia vai passar a exigir mais do que pre\u00e7o competitivo, qualidade e capacidade de entrega. 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